Fábrica fecha vagas e abre crise
Ricardo Araújo - repórterA instalação de uma indústria em qualquer cidade do mundo é sinônimo de oportunidade. Isto porque a economia é aquecida com a abertura de vagas de emprego, valorização do trabalhador local e injeção de recursos no comércio e em áreas de prestação de serviços de tal localidade. Foi isto o que ocorreu em São Paulo do Potengi, a principal cidade da região Potengi do Rio Grande do Norte, distante 71 quilômetros de Natal. O município assistiu a chegada de dois importantes pólos de produção – o de calçados, com o posto avançado de produção da Alpargatas, e o de beneficiamento de castanha de caju, com a Incapó, Olam e Iracema.
Emanuel Amaral

Fábrica em São Paulo do Potengi já foi uma
das maiores do RN
Os reveses da economia, porém, com a variação do dólar, as facilidades de importação de produtos da Ásia e ainda, a irregularidade das chuvas no Nordeste brasileiro, fizeram com que tais empresas encerrassem, definitiva ou temporariamente, suas atividades naquele município. Na semana passada, a TRIBUNA DO NORTE acompanhou a demissão de 457 empregados da fábrica de castanhas Iracema, que deixou de beneficiar a iguaria por falta de oferta no mercado, consequência direta da seca entre os anos de 2011 e 2012. Histórias de famílias que perderam sua única fonte de renda e a consequente instabilidade do comércio da região, serão contadas nesta reportagem.
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