Caso F. Gomes: promotor garante que morte de radialista foi encomendada a Dão
O promotor de Justiça Geraldo Rufino foi o primeiro a
participar do segundo dia de júri de João Francisco dos Santos, o Dão,
acusado de matar mediante promessa de dinheiro o radialista Francisco
Gomes de Medeiros, o F. Gomes. Na manhã desta terça-feira (6), Rufino
contestou o depoimento de Dão e garantiu que ele agiu a mando de um
grupo.

Geraldo
Rufino iniciou a exposição mostrando aos jurados o laudo sobre a morte
de F. Gomes. Com os tiros disparados por Dão, o radialista teve
Hemorragia de três litros de sangue, o pâncreas dilacerado, assim como
perfurações no intistino e bexiga. Após isso, iniciou a contestação
sobre o depoimento e Dão.
O
promotor disse que não havia motivos para se acreditar na versão de Dão
sobre o crime, onde ele disse que agiu por conta própria e que só
atirou contra F. Gomes depois de encontrar por acaso com o radialista na
rua e tirar satisfações sobre supostas matérias contrárias a Dão. Para
Rufino, a versão é mentirosa e os depoimentos das testemunhas de ontem
mostraram que ele agiu de forma premeditada.
"Houve
sim o incentivo financeiro para o homicídio, através da organização que
teria prometido dinheiro pelo 'serviço'", disse o promotor, em
referência ao suposto "consórcio" realizado para encomendar a morte do
radialista. "Não há ninguém que não seja de paz neste plenário, a não
ser este rapaz", finalizou Rufino.
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